Um atestado de sobrevivência

Muito recentemente vi uma reportagem sobre a superlotação nas praias e num dos principais centros comerciais do país. Pessoas e mais pessoas comprando mercadorias para abastecer suas lojas de um lado. E dezenas de pessoas sem máscaras curtindo o verão. As imagens poderiam ser expressões de uma certa sazonalidade na cobertura dos eventos natalinos, de

Um espelho

Chegou dezembro, mas ainda em novembro gestores já colocaram luzes nas árvores, enfeitando a cidade. Deixando o clima mais natalino. Eu sei que o Natal aquece um pouco mais o coração da gente. Ou talvez inquiete mais nosso coração. Tento me apegar as coisas boas, a Esperança. Mas nunca lí Poliana Moça, por achar um

Sertão sem fim

Eu soube em primeiro plano o quer era Site Specific ao acompanhar desde 2006 o trabalho do artista paraibano Fabiano Gonper, e conhecer na época algumas de suas obras, estas que circulam no Brasil e pelo exterior, por meio das bienais de arte, e participação do artista em exposições, espaços públicos, dentro e fora das

Leituras à conta gotas

Lendo Virginia Woolf à conta gotas, lembro demais da amiga Ana Adelaide Peixoto Tavares, grande especialista na autora inglesa. Ler à conta gotas não é meu ideal de tempo e “teto todo meu”. Mas é no momento o que eu posso, diante das leituras atravessadas pelos afazeres( o interfone e telefones que tocam, a panela

Anormal

Nunca tive uma visão sobre mim pautada no senso comum do que pensavam sobre ser: sertaneja, mulher, protestante, de raízes indígenas sem viver numa aldeia, jornalista, cientista… E durante um momento enquanto cozinhava uma das centenas de almoços que já fiz nesse isolamento social, pensando sobre a escrita dessa coluna, fiquei me questionando sobre meu

A vida é um grande sonho

Das memórias mais nítidas que carrego da infância é caminhando de mãos dadas com mainha, indo ao Cemitério Sao Miguel. Era sagrado, todos feriado de Dia de Finados, estávamos lá. Só que a visita era preparada antes. Porque ela nunca deixou enquanto viva de cuidar de seus mortos, de suas memórias. Da limpeza do túmulo,

Infantilidades

Sempre que vejo uma mulher grávida ou uma criança, intimamente eu fecho os olhos. É a mesma sensação de quando vejo uma estrela cadente iluminar os céus. É uma emoção. Peço para Deus guiar a vida daquele ser. Quando olho às vezes para uma pessoa adulta, fico pensando na criança que um dia ela foi.